quarta-feira, 4 de julho de 2012

Reconhecimento do “eu” neste poema

 

Nunca fui como todos

Nunca tive muitos amigos

Nunca fui a favorita

Nunca fui o que os maues pais queriam

Nunca tive alguém que me amasse

Mas tive somente a mim.

A minha absoluta verdade

Meu verdadeiro pensamento

O meu conforto nas horas de sofrimento.

Não vivo sozinha porque gosto

e sim porque aprendi a ser só.

(Florebela Espanca)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Amigos...




Enquanto o ceú vai chorando
O meu coração continua a sangrar
Coloco as minhas mãos para enxogar os meus olhos
Vejo que as minhas lágrimas são de sangue
O silêncio soa como a única resposta à mágoa
Como podem dizer que são meus amigos, quando me fazer sentir como nada resta-se de mim mesma.

Podem me levar tudo o que eu tenho
Podem quebrar tudo o que sou
Pois eu vou  me levantar como um arranha-céus
Infelizmente vocês  só me vêem como ferro, mas eu sou de vidro
Vocês pensam que eu sou insensível,  mas eu sou como um bocado de papel amachucado
Mas eu vou me levantar do chão e vou me reconstruir... como um arranha céu...
Posso ser tudo o que quiserem...menos tudo o que eu sou...
Vá vão em frente e tentem me derrubar mais uma vez... quando eu cair...vou recomeçar mais uma vez...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Sou....




sou muitas coisas em muitos lugares
sou as minhas memorias
sou tudo o que m rodeia
sou a alegria e a tristeza.
sou o pensamento e o momento
sou a calma e agitação
sou o piano e a bateria
sou o sonho e o pesadelo
sou a angustia das hipoteses
 e a a alegria da decisão

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Piano...

  




As notas ainda adormecidas
repousam entre os intervalos sublimes da música
Na enquietude da partitura escrita a mão
em escalas agudas e graves, soam melodicamente no ouvido que adormece
morrendo mais tarde  na corrente do mar.
Na planitude de cada tom
o corpo, a alma e a voz, perdem o som
ouve se somente o instrumento
 No deslizar dos dedos pelas teclas de marfim
desperta em mim uma sensação de renascimento

Cada meio tom é sublime e puro,
Em cada pauta descobre se a emoção
de som meramente vago  para quem não percebe o que é sentir
Cada ritmo é uma pessoa.

Teclado fervoroso e impetuoso
que provoca angústia alguns e felicidade a outros.

Um piano é uma nascentes de sons
melodiosos de carícias.


quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O que nuca te disse...

Amei-te, mas nunca o disse. Tinha medo de ser magoada... e quem não tem medo de sofrer?!
Amei sem limites, esperei três anos, mas nunca me viste.
Fiz de tudo para que ficasse com quem não te merecia. Mas foi a tua escolha.
Respeitei ....
Continuei te amar em silêncio...com medo de te afastares...
Troquei o amor pela amizade... que no final também me fez sofrer...
Dei te valor quando não o merecias...magoei me muito mais, por o ter feito...
Perdi muito ...mas aprendi muito mais...

Mais um dia se passou

 Sentada no cimo deste monte serrano, olho para o horizonte, e vejo outras tantas montanhas como as que se encontram atrás de mim.
Sinto o vento a bater me na face, o que é bastante agradável.
O sol dourado de final de tarde, está quase a pôr-se, contudo os seus raios são luminosos e cheios de calor.

Sinto-me livre. A minha mente está longe assim como os meus pensamentos.
Sinto uma liberdade extrema, que já à muito tinha esquecido que existia.
Sinto-me bem, posso gritar bem alto, no alto deste monte, pois sei que ninguém vai ouvir ou mesmo que oiça... possivelmente vai sorrir.

Hoje ...

Aqui sentada numa banco da avenida, vejo as pessoas a passar a mil a hora. Ninguém repara que estou aqui sentada.
É hora de ponta, a rua está com o trânsito congestionado, as pessoas passam apressadamente na passadeira antes que abra o sinal para os carros.
Está fresco mas o ar está poluido, é didicil respirar.
Se gritar no minímo diriam que estava louca, no máximo discutiriam comigo.
A sociedade não me dá hipótese de ser livre, impõe regras que devemos cumprir.