Sentada no cimo deste monte serrano, olho para o horizonte, e vejo outras tantas montanhas como as que se encontram atrás de mim.
Sinto o vento a bater me na face, o que é bastante agradável.
O sol dourado de final de tarde, está quase a pôr-se, contudo os seus raios são luminosos e cheios de calor.
Sinto-me livre. A minha mente está longe assim como os meus pensamentos.
Sinto uma liberdade extrema, que já à muito tinha esquecido que existia.
Sinto-me bem, posso gritar bem alto, no alto deste monte, pois sei que ninguém vai ouvir ou mesmo que oiça... possivelmente vai sorrir.
Hoje ...
Aqui sentada numa banco da avenida, vejo as pessoas a passar a mil a hora. Ninguém repara que estou aqui sentada.
É hora de ponta, a rua está com o trânsito congestionado, as pessoas passam apressadamente na passadeira antes que abra o sinal para os carros.
Está fresco mas o ar está poluido, é didicil respirar.
Se gritar no minímo diriam que estava louca, no máximo discutiriam comigo.
A sociedade não me dá hipótese de ser livre, impõe regras que devemos cumprir.